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Pescador de Rondônia fisga peixe-elétrico de 2 metros, o maior já registrado no Brasil
15/01/2026
(Foto: Reprodução) Pescador de Rondônia fisga peixe-elétrico de 2 metros, o maior já registrado no Brasil
O pescador rondoniense Anderson Guedes conseguiu capturar o maior poraquê já registrado no Brasil, segundo a BGFA Recordes. A pescaria aconteceu na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa.
🐟 Os poraquês (Electrophorus electricus) são os peixes-elétricos conhecidos pelo tamanho (podem chegar a até 2,5 metros) e principalmente pela capacidade de emitir descargas elétricas de até 860 volts, capazes de paralisar presas e causar dores fortes em humanos.
A captura do peixe foi feita em fevereiro de 2025, mas o vídeo só foi nesta semana. Nas imagens, Guedes se "luta" com o peixe para tirá-lo da água depois de levar um choque. (Assista acima)
Ao g1, Anderson contou que pescava com o objetivo de capturar uma traíra quando foi atingido por uma forte descarga elétrica. No início, acreditou ter sido atacado por uma arraia — espécie comum na região onde estava pescando —, mas na verdade tratava-se de um poraquê.
“O peixe-elétrico acompanhou a isca e eu não vi, porque estava sozinho. Ele veio pelo canto e passou raspando, aí deu um choque nas minhas pernas. Doeu demais, demais, demais”, relatou.
Quando viu o tamanho do animal, Guedes resolveu enfrentar o desafio de capturá-lo, mesmo sabendo da fama do poraquê como um peixe perigoso. De acordo com seu relato, a captura levou aproximadamente 30 minutos, período em que precisou agir com cautela constante para evitar novas descargas elétricas.
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Depois de retirar o animal com o auxílio de um alicate de plástico, Guedes mediu o poraquê e verificou que ele tinha dois metros de comprimento — marca que o coloca como o maior exemplar da espécie já registrado no Brasil.
“Eu fiz questão de medir, porque na literatura a gente encontra registros de peixe-elétrico de até um metro e meio. Esse tinha dois metros. Então é um recorde brasileiro. A maioria das pessoas corta a linha ou mata o peixe, mas esse a gente soltou”, contou.
O recorde foi homologado pela BGFA Recordes, entidade responsável pela validação de recordes de pesca no Brasil.
É possível morrer com o choque de um peixe elétrico?
De acordo com o biólogo Flávio Terassini, mortes causadas por peixe-elétrico não são comuns, mas podem ocorrer em situações específicas. O maior risco acontece quando a pessoa está completamente dentro da água no momento da descarga.
“A eletricidade se dissipa pela água e atinge a musculatura da pessoa, causando uma paralisia temporária. Com isso, ela não consegue nadar e pode acabar se afogando”, explicou.
Ao g1, a coordenadora do Laboratório de Ictiologia e Pesca da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Dra. Carolina Doria, explicou que a descarga elétrica do poraquê, isoladamente, não costuma ser letal. No entanto, ressaltou que fatores como a profundidade da água, o tempo de exposição e as condições físicas da vítima podem tornar a situação perigosa.
"Tem vários fatores que contribuem para que a pessoa morra e o local é um deles, como em lugares lodosos [lamacentos], mas o que mata é essa soma de fatores. É necessário alertar, senão daqui a pouco, o pessoal tá aí matando poraquê", relata.
Peixe-elétrico fisgado por Anderson Guedes
Reprodução/acervo pessoal
Peixe-elétrico fisgado por Anderson Guedes
Reprodução/acervo pessoal
Peixe-elétrico fisgado por Anderson Guedes
Reprodução/acervo pessoal